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TRAGÉDIA ANUNCIADA



Sim, caros colegas da PCAM, o título é pertinente em face do ocorrido na Delegacia de Caapiranga/AM, quando o único policial estava de plantão realizando duas tarefas, quais sejam: Investigador de Polícia e Agente Penitenciário num flagrante desvio e acúmulo de funções algo que perdura há anos nas delegacias do interior, onde o Governo do Estado do Amazonas inflige tal situação a nós policiais civis.

Felizmente, nosso colega saiu ileso fisicamente, quando feito de refém pelos criminosos que por um milagre não o mataram, eis porque o título em epígrafe, pois é assim que temos de tratar o episódio, presos que alí estavam e continuam (ilegalmente) como provisórios e/ou condenados, haja vista que deveriam estar em Estabelecimento Prisional adequado como prescreve a Lei de Execução Penal quer seja pelas instalações ou sob guarda de pessoal especializado nessa função.

O trauma psicológico que fica em qualquer um que experimente essa agrura não pode ficar impune, o Governo do Estado do Amazonas tem que ser e será responsabilizado pelo ocorrido, porque se ao contrario fosse, algum desses meliantes tivesse sido alvejado ou morto nessa situação a indenização seria certa.

O Sinpol tem combatido e continuará nessa linha com veemência denunciando aos órgãos competentes essa prática abusiva do Governo do Estado do Amazonas, aliás, mais uma das muitas as quais os servidores públicos, em especial os policiais civis têm que surportar.

Nos solidarizamos não somente com o colega vítima de tal manobra criminosa como de todos colegas do interior que ainda vivem tal situação, não mediremos esforços para extinguir essa afronta ao ordenamento jurídico constitucional, trabalhista, administrativo e penal, todas as medidas já estão sendo tomadas.


IPC Marcello Vitor

Diretor de Assuntos do Interior Sinpol/AM

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