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SINPOL VAI À CARCERAGEM DA DELEGACIA GERAL VERIFICAR DENÚNCIA DE ABUSO E INSALUBRIDADE



Policiais Civis que se sentiram incomodados com o tratamento dispensado aos recolhidos à carceragem da Delegacia Geral fizeram denúncia ao Sinpol-AM, dando conta de diversas arbitrariedades que vêm acontecendo e que são determinadas pela chefia de gabinete da DG.


Uma comissão composta pelo Presidente do Sinpol-AM e vários Diretores esteve presente no local na manhã de hoje (20/08) e conversou com vários deles.


Dentre as reclamações apresentadas estavam: o tratamento dispensado aos familiares que visitam o local, tratamento este, muita das vezes, desrespeitoso, com palavras jocosas e inoportunas.


Outra reclamação consistiu na morosidade da Delegacia Geral em encaminhar expedientes a órgãos públicos de interesse dos Policiais Civis que estão com sua liberdade privada.

Outras denúncias como: câmera filmando para dentro da área privada; local insalubre; caixa d'água que não é lavada há muito tempo; horários de sol reduzidos; além do próprio trato que a chefe de gabinete dispensa aos colegas policiais.


Independentemente da motivação da custódia, o Sindicato defende os direitos da Policiais Civis, enfatizando que o caso em comento extrapola a opressão funcional, fere a dignidade e os direitos fundamentais dos referidos cidadãos.


Em consequência de decisão jurisdicional, o único direito que foi lhes tirado, foi a restrição à liberdade e, nesse sentido, o Sinpol-AM defende o ordenamento jurídico.


Um fato importante há que se destacar: em nenhum momento a gestão da DG chamou os representantes sindicais para tratar sobre a matéria, porém enviou a assessora de comunicação e uma equipe de Policiais, demonstrando a sua incapacidade de dialogar e o objetivo de manter uma postura opressora com os servidores ali encarcerados.


Insta ressaltar que, de acordo com o Art. 8° da CF/88, o Presidente do Sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas, que é o caso.


Segundo o CPP, art. 295, e outras normas legais, os policiais serão recolhidos a prisão especial, quando sujeitos à prisão. Portanto, por mais que se queira tirar esse direito dos policiais ali recilhidos, salientamos que a norma jurídica inviabiliza qualquer tentativa nesse sentido.


O Presidente do SINPOL/AM afirmou que, independentemente do contexto, manterá a sua postura incondicional em defesa dos Policiais e não admitirá retaliação aos colegas custodiados.




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