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SINPOL-AM REQUER DO DELEGADO GERAL INFORMAÇÃO SOBRE EPIs USADOS POR POLICIAIS CIVIS EM OPERAÇÃO



O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas, protocolizou na tarde da última sexta feira (08/08) um expediente solicitando várias informações referentes aos Equipamentos de Proteção Individual – EPI utilizados por Policiais Civis que atuaram em operação conjunta com o Ministérios Público Estadual.


Escala de serviço; a lista com a descrição dos EPIs fornecidos – indicando, inclusive, a data das manutenções realizadas; detalhamento da data de validade de coletes e munições cauteladas a cada Agente Público; além da descrição das tarefas desenvolvidas por cada servidor na operação foram os itens questionados pelo SINPOL/AM com o fito de resguardar a atuação do Policial Civil e, principalmente, zelar pelo seu bem maior, que é a vida.


O Estado passa por um momento delicado de desregramento em vários órgãos públicos e isso afeta também a Polícia Civil do Amazonas. O Portal do Sinpol apurou que em diversas Delegacias há servidores trabalhando com coletes vencidos, munições vencidas, sem algemas, com pistolas que não são manutenidas em segundo e terceiro escalão desde que foram compradas pelo Estado, além do Estado não disponibilizar armas não-letais para a intervenção em casos específicos.


Outra denúncia feita por servidores é o fato de serem escalados em cima da hora, sem tempo para um planejamento e, muitas vezes, saindo de serviço, ou seja, na sua folga. Essas horas extras trabalhadas não são pagas e, de forma abusiva, a gestão acumula bancos de horas no que o policial sequer consegue gozar dada a quantidade de trabalho que se acumula por conta da falta de efetivo.


O último concurso público para preencher vagas nos quadros da Polícia Civil foi em 2009 e hoje isso afeta diretamente na prestação do serviço. São escalas de serviço apertadas, escalas de operações extraordinárias, EPIs velhos e sem manutenção. Tudo isso prejudica o bom andamento do serviço.


Nesse contexto, o Presidente do SINPOL/AM, Jaime Lopes, declarou o seguinte:


"...Já que o Estado não respeita sequer os nossos direitos funcionais, deixaremos de suprir a sua inércia. O Sindicato tem o dever de zelar pelas condições de trabalho dos servidores e, se necessário for, faremos uma blitz instando a participação de ÓRGÃOS FEDERAIS COMO O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. A nossa classe jamais irá se furtar de realizar os trabalhos de Polícia Judiciária, entretanto, o SINPOL/AM não irá admitir que o Delegado-Geral fique utilizando os Policiais Civis para promover o Governo de forma politiqueira, falseando os graves problemas que estamos enfrentando".

Dado o exposto, a Diretoria do SINPOL/AM ratifica o compromisso de lutar incondicionalmente por condições de trabalho justas, adequadas e dignas para os servidores, bem como, assevera que irá fiscalizar as próximas operações organizadas pela Polícia Civil.

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