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O PAPEL IMPORTANTE DOS IDOSOS NA SOCIEDADE

15 de junho - Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa




Mesmo com tempo suficiente para se aposentar, servidores de longa data da Polícia Civil do Estado, que integram o quadro de funcionários efetivos da instituição, falam da satisfação em continuar trabalhando e contribuir com o serviço público. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas idosas no mercado de trabalho vem crescendo a cada ano e chegou a 7,8% em 2018.


O titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat), delegado Luiz Humberto Monteiro, que já atua na Polícia Civil há quase 43 anos, conta que é um trabalho que exige bastante dedicação e que, diariamente, mantém contato com pessoas diferentes e atendê-las bem é uma prioridade.


”Sou muito grato à instituição por tudo que passei e ainda passo aqui, por toda aprendizagem adquirida ao longo dos anos e pela minha carreira profissional. Criei meus filhos com o meu trabalho. Acumulo na bagagem muitas histórias boas para contar, de situações engraçadas e inusitadas”, comentou o titular da Deat.


O delegado relatou que sempre teve o sonho de trabalhar na área da Segurança Pública e logo após se formar em Direito, prestou concurso para a Polícia Civil e foi aprovado. “Durante esse tempo, já trabalhei em distintos setores e departamentos, dentre eles, a Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (Polinter), Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Departamento de Polícia do Interior (DPI) e diferentes delegacias na capital”, disse.


Realização - A servidora Lúcia Barros, que tem 71 anos e atua na área administrativa da Polícia Civil desde 1999, conta que com o salário do trabalho conseguiu criar os quatro filhos e sente uma satisfação enorme em continuar trabalhando. “Eu me sinto honrada em poder contribuir com a instituição. Foi aqui que consegui tudo o que tenho hoje. Sou muito feliz exercendo as minhas atividades. Sou respeitada por todos e as pessoas me tratam com muito carinho. Esse ambiente amistoso é realmente maravilhoso. Faz com que eu me sinta útil. Não pretendo solicitar a aposentadoria tão cedo”, argumentou.


Para os servidores, o trabalho não significa somente o retorno financeiro, que impacta diretamente na vida pessoal, mas também a questão de se sentir útil mediante aos desafios encontrados ao longo da jornada que se traduz em troca de experiências entre as diferentes gerações que formam o quadro de servidores. “Os mais velhos possuem experiência e comprometimento e o mais jovens possuem fácil adaptação e familiaridade à tecnologia. Essa troca faz com que a gente se complemente”, justificou Lúcia Barros.


Empenho - Aos 73 anos, destes 32 dedicados à Polícia Civil do Amazonas, o delegado Petronio Carvalho visualiza sua dedicação por meio do reconhecimento da sociedade. “Eu tenho a pretensão de achar que eu consegui ao longo desse tempo colaborar com o trabalho da Polícia Civil e, consequentemente, isso gerou uma satisfação pessoal. Sinto que estou sendo útil à sociedade. Acredito que o maior prêmio do policial é poder aspirar a retribuição da população, reconhecer que esse profissional tenha feito algum trabalho bom para todos”, destacou.


Atualmente Carvalho responde pela presidência da Comissão Permanente de Progressão Funcional da Instituição, mas antes de ingressar na instituição, já trabalhou no Polo Industrial de Manaus (PIM). Jornalista por formação e bacharel em Direito, chegou a atuar como advogado. A autoridade policial é pós-graduada em Criminologia pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais e tem formação de delegado pela Academia de Polícia Civil de São Paulo.


“Eu tenho a sorte da minha esposa entender meu trabalho. Ela sempre me apoiou. Foi compreensiva durante o tempo em que estive ausente de casa. Isso porque eu sempre me empenhei bastante ao trabalho policial. Ao longo desses 32 anos nunca tirei férias ou licença especial. Eu me dediquei integralmente à Polícia Civil”, relatou o delegado.


Não-violência - Neste dia 15 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, a delegada Andrea Nascimento, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra o Idoso (DECCI), destacou que a violência contra idosos ocorre, na maioria das vezes, no âmbito familiar. A autoridade policial pede às pessoas próximas, assim que tomarem conhecimento da situação, formalizarem a denúncia para que a polícia entre em ação e a vítima seja retirada desse ambiente de risco.


“A família e a sociedade colaboram para a cultura de que os idosos são socialmente descartáveis, gerando uma variedade de violências. É muito importante que eles se mantenham ativos, principalmente no mercado de trabalho. As pessoas os discriminam pela idade, porém eles podem nos passar sabedoria de uma vida toda e os mais jovens devem buscar conhecer e aprender com eles. É fundamental que se mantenham ativos, pois melhoram a qualidade de vida e saúde mental, evitando, com isso, doenças causadas pelo sedentarismo”, pontuou Nascimento.


Conforme a delegada, as pessoas da terceira idade são suscetíveis a inúmeros crimes, como violência física, violência psicológica, abandono e violência sexual. Nascimento pede às pessoas que presenciarem qualquer tipo de violência contra idosos, para que entrem em contato, por meio do número 181, o disque-denúncia da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), ou ao 165, o disque-idoso da Fundação de Apoio ao Idoso Doutor Thomas (FTD). “Também disponibilizamos o número (92) 3214-5800, da DECCI”, concluiu.


FOTOS: Alailson Santos/ PC-AM




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